Imagem Pixabay
Depois de ouvir e relaxar com Wagner, conhecido por sua intensidade, por sua paixão e por sua grandiosidade, Imaculada, minha estimada gata, em um estado de espírito elevado, quase romântico, despojado, decidiu
deixar-se amar ao defrontar-se com um pássaro cantor pousado na
janela do alpendre, e o fez porque foi tocada pela cena que parecia dizer-lhe mais sobre o que
flui na alma, pois para sustentar o peso do próprio voo,
elaborou a minha elegante gata, é preciso o pouso para que o
peito, enfim, se acalme.
José Carlos Sant
Anna,
8/maio/2026

Seu poema pode ter muitas leituras Sant Anna ,é como o felino _um mistério elegante de difícil interpretação e sempre poeticamente perfeito. Dizem que os felinos se escondem entre as auroras_ com uma coreografia sinuosa e dormente , demonstram amor pelo dono com uma piscadinha lenta . Quem gosta de poesia gosta dos felinos, entendo bem dessa filosofia porque também tenho uma gata . rs
ResponderExcluirCuida bem da sua, poeta. Um abraço e Parabéns , o poema é indescritível como os felinos. E, lindo !
meu abraço.
Olá, amigo José Carlos, esse seu belo texto não
ResponderExcluirpoderia ter saído diferente, depois de ouvir a música de Wagner,
compartilhada com sua gata, gata que deve ter um espaço na sua
casa e na sua vida.
Gostei muito.
Um ótimo final de semana, com muita saúde e paz.
Grande abraço.
Muito lindo. Quase enamoramento como "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá".
ResponderExcluirAbraço!
Que linda é a Imaculada.
ResponderExcluir“Um cão, eu sempre disse, é prosa; um gato é um poema.” (Jean Burden)
Adorei....
Adorei a pérola da ourivesaria de Jane Burden.
ExcluirNão a conhecia.
Obrigado...
Caro amigo José Carlos
ResponderExcluirAdoro a intensidade da música de Wagner, de modo que devo
ter algo felino que me aparenta com a sua linda gata.
Também admiro o voo, a elegância e a facilidade com que os
pássaros demandam os céus, mas lembro-me que Ícaro o quis
fazer e que lhe saiu mal.
Por isso fico-me só pelo desejo de abrir as asas, deixando que
a Alma se aquiete e não entre em altos voos.
Gostei muito do seu texto, meu amigo.
Beijinhos
Olinda
"devo ter algo felino que me aparenta com a sua linda gata", gostei de sabê-lo, amiga Olinda!
ExcluirSerá que a música de Wagner teve um efeito hipnótico na gata?
ResponderExcluirQue ela, a música, seja de que género for, tem influencia no estado de espírito dos humanos, disso não há dúvida.
Magnífico texto, gostei imenso.
Boa semana caro amigo.
Um abraço.
Ou a gata só queria mesmo ver o momento exato, filosoficamente falando, para almoçar o petisco que Wagner lhe trouxe.
ResponderExcluirbelo texto!
Boa tarde JC
ResponderExcluirA sua prosa tem um encanto contemplativo muito bonito.
Há nela uma delicadeza quase cinematográfica: a música de Wagner, a gata entregue ao instante e o pássaro na janela criam uma cena elegante e simbólica.
Gostei especialmente da ideia do “pouso” como necessidade da alma uma metáfora serena e sensível sobre equilíbrio entre impulso e quietude.
O texto flui com sofisticação e deixa no leitor uma sensação de calma reflexiva.
Fiquei deslumbrada pela beleza de Imaculada(eu sou suspeita, adoro gatos).
Continuaçao de uma semana boa, cheia de saúde e paz.
Deixo um beijo.
:)
Que texto delicadamente filosófico e sensível… Há uma beleza rara na forma como a cena cotidiana ganha profundidade quase existencial através da observação da Imaculada.
ResponderExcluirA presença de Wagner ao fundo parece ampliar ainda mais essa atmosfera intensa e contemplativa, enquanto a gata, em sua elegância silenciosa, transforma um simples instante diante de um pássaro em uma reflexão sobre a própria alma.
Achei especialmente lindo o trecho que fala sobre “o peso do próprio voo” e a necessidade do pouso para que o peito se acalme… Uma metáfora tão humana, tão verdadeira, sobre nossos próprios excessos, inquietações e buscas por serenidade.
Os felinos possuem essa sabedoria intuitiva que muitas vezes nos escapa. Entre a contemplação e o instinto, parecem compreender o equilíbrio entre desejo de liberdade e necessidade de repouso.
Um texto suave, inteligente e profundamente poético, que acaricia a sensibilidade de quem lê.
EU AMOOOOOOOOO GATOS (TENHO 6)
ABRAÇOS
Eros,
ResponderExcluirhá uma delicadeza rara na maneira como você transforma um instante simples em revelação.
Imaculada deixa de ser apenas uma gata diante de um pássaro e se torna quase uma metáfora do próprio cansaço, esse desejo secreto de pousar depois de tanto sustentar o voo.
E talvez seja isso que Wagner tenha despertado nela… ou em você: a compreensão de que até a alma mais altiva precisa, às vezes, encostar a cabeça no silêncio do mundo para continuar existindo.
“É preciso o pouso para que o peito, enfim, se acalme” ficou lindíssimo. Porque há voos que só sobrevivem graças aos lugares onde aprendemos a repousar.
Abraço
Nanda