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Descabido, penso
diferente
do que sonho, embora
o inefável
me acene tão leve,
por acaso
mais leve que claro,
sem ferir
o corpo que
contraio. Assim, não me
aferro ao amor da
existência que me
fere a pele, aguça
minha sede, aflige
meu sono e me
abandona às margens
dessa vida em que me
diluo sem saber
se o que em mim
estava me subjugava
ao nada ou é o
excesso que se move
como um rio, ou
é uma febre que só
a si mesma se
compara e distende-se
por dentro como um par de asas.
Dos meus alfarrábios
José Carlos Sant Anna
